Dos meus pensamentos mais leves,
Do meu sono mais profundo,
Das cores mais lindas que conheço
E Da beleza do meu recomeço.
Dos meus anéis de prata,
De minhas certezas mais concretas,
Das minhas palavras mais corretas,
De todas as minhas contas quase exatas.
Das noites que considero melhores,
Da realidade que não se escolhe,
Dos sentimentos duvidosos
E dos meus discursos virtuosos
E do que chamo caminho,
Da alegria do vinho
Da fugacidade que ferve
Lhe entrego a parte que não me serve,
Tudo o que se joga fora
Tudo que é meu e vai embora.
sábado, 31 de janeiro de 2009
domingo, 19 de outubro de 2008
fatalidade
Pela manhã
Vivi cegamente
Em uma felicidade desastrada.
Pela tarde
Permaneci tão contente
Em uma embriagues declarada.
Pela noite
Morri de repente
Em uma certeza desesperada.
terça-feira, 1 de julho de 2008
Pela própria sorte
Pergunte aos olhos cegos
E as belas cartas de baralho
O que foi feito do passado
Amassado, coado
Nos filtros da razão.
Convença as mãos fartas,exaustas
A lhe traçar com beleza,
Ao avesso do pano de mesa
Um futuro,um coração.
Cale-se e ouça atento
A voz rouca
Que dá ordens ao tempo,
Peça a ela que o obrigue,
Se for capaz,
A parar e voltar atrás.
domingo, 30 de março de 2008
Matéria Legítima
Ausentei-me do que antes era,
No entanto não sou outra,
Sou núcleo cru
De mim mesma,
Carne viva de minha alma,
Exposta ao sol do meio-dia.
A matéria legítima
Dos sentimentos
De maior inconveniência.
No entanto não sou outra,
Sou núcleo cru
De mim mesma,
Carne viva de minha alma,
Exposta ao sol do meio-dia.
A matéria legítima
Dos sentimentos
De maior inconveniência.
domingo, 27 de janeiro de 2008
Divisível
Conheço-lhe ao meu possível:
o teu recorte.
Entrego-lhe
Razões,cartas
E minha sorte.
Tenho-lhe
Como um sonho,um segredo,
Um atalho,
Meu desmaio.
E de tuas verdades sinuosas:
Mundos infinitos,
Sou visitante,
Sou teu instante,
Divisível,insensato.
o teu recorte.
Entrego-lhe
Razões,cartas
E minha sorte.
Tenho-lhe
Como um sonho,um segredo,
Um atalho,
Meu desmaio.
E de tuas verdades sinuosas:
Mundos infinitos,
Sou visitante,
Sou teu instante,
Divisível,insensato.
Matei uma idéia
Matei uma idéia
E meu infinito se partiu em dois,
Em dois mundos obscenos.
Matei uma idéia,
Despedacei meus dentes de cristal
E meus olhos de metal.
Matei uma idéia,
Misturei efeitos
De imperfeição imediata.
Matei uma idéia,
Anulei núcleos
De belezas ingênuas.
Matei uma idéia
E fiquei preocupada,
Pois não sabia
Que eu também jorrava
de sua artéria cortada.
E meu infinito se partiu em dois,
Em dois mundos obscenos.
Matei uma idéia,
Despedacei meus dentes de cristal
E meus olhos de metal.
Matei uma idéia,
Misturei efeitos
De imperfeição imediata.
Matei uma idéia,
Anulei núcleos
De belezas ingênuas.
Matei uma idéia
E fiquei preocupada,
Pois não sabia
Que eu também jorrava
de sua artéria cortada.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
Monumento
Refugiei-me num lugar minúsculo
Onde havia um velho torto,
Onde pela primeira vez
Eu vi um cavalo morto,
Morto, porém mais parecia
Um monumento erguido
Na estrada de chão.
E por um momento
Aquela morte notável, bela
Fez parte de mim.
Onde havia um velho torto,
Onde pela primeira vez
Eu vi um cavalo morto,
Morto, porém mais parecia
Um monumento erguido
Na estrada de chão.
E por um momento
Aquela morte notável, bela
Fez parte de mim.
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